Em Bizango de Bizangongo / A Como Estão os Cravos Hoje?
Manuel Geraldo; Orlando da Costa
Tinta da China
EM BIZANGO DE BIZANGONGO
Manuel Geraldo
Em Bizango de Bizangongo reflecte sobre o manifesto descontentamento das tropas deslocadas nos conflitos do Ultramar, revelando o cansaço da guerra e o desejo de regressar a casa. Através dos diálogos, construídos como um grande coro, questionam‑se as mudanças promovidas pela revolução, nomeadamente no modo como demoraram a chegar ao povo ou a produzir os efeitos desejados. A par da violência no cenário de guerra, referem‑se as condições da partida de muitos dos soldados, estabelecendo‑se, desse modo, as bases para o aproveitamento político durante o regime do Estado Novo, e a ausência de alternativas para os jovens.
A COMO ESTÃO OS CRAVOS HOJE?
Orlando da Costa
Peça e manifesto antibelicista, construída a partir da experiência do autor e de relatos de soldados, A Como Estão os Cravos Hoje? observa as condições de trabalho e de segurança dos operacionais no campo de combate, promovendo o fim da guerra no Ultramar. Os cravos do título servem de metáfora para o número de jovens convocados para o combate, mas também para uma reflexão — interpelando o público — sobre a defesa dos valores da revolução, e os riscos da sua rápida erosão, face à resignação promovida pelo regime deposto.
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